1 de abr. de 2013

O negócio é ser pequeno

Arco íris visto do colégio
Retornar ao Schumacher College como voluntária tem proporcionado a oportunidade de conhecer os estudantes dos três mestrados -  Ciência Holística, Economia Para uma Transição de Baixo Carbono e Horticultura Sustentável. Além disso, como sempre, há cursos de curta duração que variam de 1 a 3 semanas. Resumindo, o Colégio tem crescido, e o princípio do ‘small is beautiful’ pregado pelo próprio E. F. Schumacher começou a ser questionado.
Por um lado, é ótimo que há tantas pessoas interessadas nos assuntos que são tratados no colégio, e que estas possam vir aqui experimentar, mesmo que por um curto período, a rotina deste lugar tão especial. Por outro lado, as mudanças em relação ao senso de intimidade nesta ‘comunidade não intencional’ estão presentes no cuidado com o lugar - e com os outros -, no ritmo, agito e barulho, e na intensidade de estímulos que vão desde duas excursões no mesmo dia até três palestras acontecendo ao mesmo tempo. Tudo muito interessante sem dúvida, mas para alguém que como eu teve a oportunidade de ver – e viver – neste lugar por um bom tempo (no meu caso, 3 anos), fica evidente a importância do conceito sobre escala, além dos objetivos iniciais que sempre buscaram criar um senso de acolhimento, consciência, cuidado e intimidade.
Neve em plena primavera
Vandana Shiva e Satish Kumar - pessoas especiais que passam por aqui
 
Tivemos 3 aniversariantes - e 3 bolos lindos - um dia desses 
Ainda sobre o conceito de escala, nesta semana tive a oportunidade de visitar o Satish na casa onde ele mora, em Hartland. É lá também, mais exatamente no jardim da casa dele, que o escritório da Ressurgence (http://www.resurgence.org/), revista da qual ele é o editor há exatos 40 anos, fica.
Considerando o rico conteúdo da revista inglesa que é voltada ao movimento ambientalista e espiritual, por algum motivo, eu imaginava um escritório grande, com várias pessoas agitadas, e um certo ar de ‘corrida contra o tempo’ presente. Não, o escritório da Ressurgence não é bem assim. É um lugar pequeno, simples, com somente sete (!) pessoas trabalhando rodeadas por pinturas bonitas e música clássica ao fundo. Eis uma experiência que mostrou que para ser bom (ótimo na verdade) não é preciso ser grande - e nem barulhento.
Baía de Hartand

2 comentários:

  1. Concordo plenamente Mirella. Por este motivo é que sempre mantenho a Casina como sempre foi, pequenina, beijos para você minha querida, Zilda

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  2. Interessante seu depoimento.
    Estive no Schumacher College em 1993 e 1995 quando começava nesta tarefa de trazer LUZ ao conhecimento.
    Vamos trocar experiências?
    Paz.
    Julia = juliaamvieira@gmail.com

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