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14 de nov. de 2012

Um lugar chamado Findhorn

Anjos da semana
A caravana original onde tudo começou...
Findhorn é o nome de um vilarejo no norte da Escócia. É também o nome da ecovila fundada por Peter e Eileen Caddy, e Dorothy Maclean quando ali chegaram com sua caravana, em 1962.
Baseada nos princípios da vida em comunidade, espiritualidade e valores holísticos, a Findhorn Foundation (http://www.findhorn.org/) hoje conta com mais de 400 membros-residentes, e oferece diversos programas ao longo do ano. Entre eles, aquele que é pré-requisito para a maioria dos cursos, a Experience Week (Semana da Experiência), a qual concluí neste sábado.
 
 
A vivência possibilitou entender como a ecovila funciona, os desafios, as satisfações da vida em uma comunidade intencional, o que tem sido inovado na Fundação em termos de design ecológico e autossuficiência, além de uma oportunidade para fortalecer nossa consciência sobre a natureza – e todas as surpresas da vida. Como exemplo, para nos fazer verdadeiramente presentes, antes e após qualquer atividade há o que é chamado ‘attunament’, um círculo de pessoas que guiados pelo focalizador (outro termo para facilitador) respiram fundam e compartilham suas energias através das mãos dadas.
 
O dia começa com um saboroso café da manhã que conta com ovos frescos do galinheiro da vila; meditamos por 20 minutos no santuário; cada pessoa segue para o seu ‘serviço de departamento’, o que no meu caso era a cozinha onde prepararíamos uma refeição para 130 pessoas; a tarde há atividades que variam diariamente (danças sagradas, tour na vila, jogos construtivos, caminhadas a sós); meditamos por mais 20 minutos antes do jantar que é servido às 18h; a noite há compartilhamento em grupo, em que cada um fala o que está sentindo e pensando; e, para concluir, há uma sessão com alguém interessante, membro da comunidade (um dia foi com o criador do projeto ‘Trees for Life’, outro dia com um dos responsáveis pela manutenção do prédio onde a gente estava, e outro dia com um herbalista que atualmente trabalha com essência de animais).
Simplesmente fascinante.
 
 
 

1 de nov. de 2012

Dia/noite surpresa

Clássica abóbora
Após um dia daqueles, isto é, daqueles que nada parece estar certo, quando um incidente, uma (ou mais) tropeçada, acontece continuamente, o último dia de outubro trouxe uma alegria bem inisperada. Inicialmente celebrando o Dia das Bruxas (Halloween), a festa aqui em casa também rendeu uma surpresa em relação à celebração do meu aniversário.
 
 
Cercada por amigos queridos, comemorei antecipadamente a data do meu nascimento. Além de vinhos e chocolates, coisas que todo mundo parece saber que eu gosto, ganhei uma harpa de boca (até então nunca tinha visto uma) de uma amiga vinda do Quirguistão, um cachecol diretamente da Índia, e um clássico martini com azeitonas preparado por um querido amigo/mentor.
 
A noite também contou com a participação de crianças fantasiadas batendo a porta. Seguindo a tradição de ‘tricks or treats’ (‘gostosuras ou travessuras’), fiquei feliz por presenciar este ritual que é bem divertido. Ainda bem que tínhamos um monte de chocolate...
 
E hoje, após uma caminhada a beira do rio Dart que contou com a aparição de uma foca fazendo graça, reencontrei um querido amigo colombiano que, após três dias de curso sobre pães, nos presenteou com uma caixa cheia de pães frescos feitos por ele. Uma alegria sem tamanho.
 


17 de jul. de 2012

O muro que não caiu

A 'abertura' do muro de Berlim em 1989
Conhecer Berlim é ver – e sentir – a história da cidade que foi demolida na Segunda Guerra Mundial. Mais do que tudo, a capital alemã carrega a trajetória da reconstrução, do começar de novo enfrentando o sofrimento do luto e o desafio das ruínas.
Símbolo da segregação, o muro construído em 1961, que separava a Alemanha ocidental da oriental (e o bloco capitalista do socialista), foi derrubado em 1989. Parte do muro, exatos 1,3 km (dos 155 km originais), ainda está lá, de pé, lembrando e honrando o que ali aconteceu. Parada obrigatória para turistas, o muro emociona pela história de um passado não tão distante.
Hoje conta com incríveis pichações feitas por artistas do mundo inteiro, no que atualmente é chamado East Side Gallery. Eis aqui algumas das fotos que mais me impressionaram: