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| Umbuzeiro |
Como o autor Euclides da Cunha já dizia ‘umbuzeiro é a árvore sagrada do sertão’. A razão pela qual esta espécie é tão valorizada – e não por acaso é o nome da escola/projeto com o qual estou envolvida no momento – é por conta das suas raízes que além de armazenarem água para sobreviver à época da seca, produzem algo parecido com uma batata, que serve de alimento durante a estiagem.
Após uma semana aqui, o grande aprendizado é nutrido a partir do convívio com pessoas que têm referências e perspectivas de vida totalmente diferente às minhas – e às pessoas com as quais geralmente me relaciono.
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| Quiosque (onde as aulas acontecem) construído em mutirões |
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| Centro do quiosque. Energia pela paz |
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| Educandos do projeto |
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| Hora do lanche |
A cultura e as experiências deste povo expressam a realidade de quem vive – e sobrevive – da terra; de quem sabe muito mais de ervas medicinais do que de aspirinas; de quem valoriza participar de uma roda de cantiga muito mais do que assistir uma novela; de quem sonha em ter mais terra pra plantar em vez de comprar um carro importado; e de quem observa a natureza – e todos os seus fenômenos – instintivamente, reconhecendo seus padrões e seus atuais desandares.
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| Mandacaru e a lua cheia |
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| Pôr do sol de ontem |
A conexão com a terra é extrema, assim como os valores ligados às comunidades/pessoas com quem eles se relacionam. A preocupação com as crianças de hoje também é um fator presente, já que o desafio de mantê-las interessadas no que é natural ao mesmo tempo em que os desejos de ter o vídeo-game mais moderno e a boneca mais multifuncional são estridentes.O projeto Escola Umbuzeiro tem um grito, algo que me fez presenciar e sentir a intensidade e importância deste projeto: Uma só força; um só pensamento; um só coração! Escola Umbuzeiro!
Registro aqui o meu agradecimento por tamanha expeiência.